Policia

Aumentam investigações sobre operação da Telexfree no país

12/03/2013 07:05 Por Mikaella Campos, Rodrigo Lira e Vinícius Valfré - Gazeta Online

Dúvidas sobre a legalidade da Telexfree têm refletido em uma enxurrada de inquéritos civis e criminais em todo o Brasil. Órgãos do governo, polícia e promotorias analisam a situação da companhia de tecnologia, suspeita de formar pirâmide financeira. 

No Espirito Santo, o Ministério Público (MPES), na última sexta-feira, enviou documento à Delegacia de Defraudações, solicitando a continuidade das investigações sobre a corporação.

O inquérito aberto pela Polícia Civil do Estado contra a Telexfree estava sob análise do MPES desde meados de fevereiro. Ele foi criado devido à denúncias que chegaram ao Espírito Santo via Ministérios Públicos de outros Estados.

O promotor de defesa do consumidor de Vitória, Saint’Clair Nascimento, também começou a analisar a Telexfree depois de ter recebido denúncias de consumidores, que estão intrigados com a possibilidade da empresa agir de modo fraudulento.

Nesta semana, o Centro de Apoio Operacional do Consumidor do Maranhão também deve abrir dois procedimentos contra a empresa. As informações são da promotora, responsável pelo órgão, Lítia Cavalcanti.

Ela não têm dúvidas de que o modelo de negócios da Telexfree não é sustentável. “Pela forma que é colocada, a Telexfree tem toda as características de pirâmide. Aqui em São Luís temos caso de pessoas que investiram até R$ 100 mil, acreditando num alto retorno financeiro”.

Lítia afirma que vai abrir um inquérito civil e iniciar uma investigação criminal. A intenção é impedir que mais pessoas ingressem no sistema e de que novos negócios semelhantes surjam no Maranhão.

“Estamos muito traumatizados, com um esquema recente que deu prejuízo de R$ 30 milhões aqui no Nordeste. Então, não vamos aceitar mais nenhuma pirâmide”.

Lítia conta ainda que na semana passada participou de reuniões com a Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon) e que pôde perceber que todo o sistema de proteção, que integra Procons e Ministérios Públicos, estão preocupados com o crescimento dos negócios da Telexfree. “É igual à pirâmide de Bernard Madoff”, diz.

Em 2011, moradores de Estados como o Maranhão e Pernambuco, principalmente, foram incentivados a participar de um programa de premiação, chamado Eletromil.

A empresa vendia uma espécie de consórcios. Ao ser sorteado, o consumidor poderia trocar sua carta de crédito por eletrodomésticos, móveis e entre outras mercadorias.

Em processos civis e criminais, a empresa foi acusada de não ter cumprido os contratos na modalidade compra premiada, deixando de entregar mercadorias aos consumidores com parcelas quitadas, ou que foram contemplados nos sorteios da rede. 

Mato Grosso

Órgãos do governo federal, como Ministério da Justiça, e os Ministérios Públicos começaram a investigar a Telexfree por conta do crescimento de consumidores que estão atrás de oportunidades de ganhar dinheiro pela internet de uma maneira  fácil e rápida.

Ontem, em entrevista à CBN Vitória, a promotora Fernanda Pawelec, da Promotoria de Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, disse que é perceptível a forma piramidal da Telexfree.

Segundo ela, pessoas que atuam na cidade, convidando outras para reuniões e apresentações do modelo de negócios, serão convidadas a prestar esclarecimentos.

“Não é certo pagar para trabalhar. Até agora, eu não vi ninguém chamando as pessoas para conhecerem o VoIP. Não vi ninguém dizendo: olha, o VoiP é muito bom. Venha vendê-lo”, critica.

Diante da expansão da empresa pelo país e também pelo o mundo, a promotora acredita que terá que enviar o caso para ser investigado mais a fundo na capital do Mato Grosso.

Ao todo, segundo informações da Telexfree nos Estados Unidos, são 1 milhão de divulgadores no mundo. Hoje, a empresa, com a razão social Ympactus Comercial, atua em um prédio na Enseada do Suá, em Vitória. E também realiza negócios em Massachusetts, por meio de um escritório virtual na cidade de Marlborough.

A forte atuação da corporação tem repercutido até entre blogueiros especializados em Economia, Política, Direito e no setor de marketing multinível.

O jornalista Luís Nassif em seu blog pessoal, classificou a Telexfree como o possível maior golpe financeiro brasileiro.


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